domingo, 18 de fevereiro de 2018

Callangazoo [2012]

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Por Callangazoo

Em seu primeiro EP homônimo a banda Callangazoo apresenta as Amarte, Meu Chá e Um Novo Dia. Em sua estreia o conjunto formado por Cebola Pessoa (voz e guitarra), Leo Abreu (Bateria), Bob Nunes (baixo e vocais) e Andel Falcão(guitarra e vocais) apresenta canções atemporais que servem de moldura para letras cheias de irreverência e psicodelismo. O primeiro registro conta com a produção musical de Irmão Carlos e Dutxai e no encarte contém uma fábula ilustrada por Marceleza de Castilho sobre a origem do Callangazoo.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Zé Ramalho - Terceira Lâmina [1981]

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Por Evandro C. Guimarães em restinga musical

Terceiro disco de Zé Ramalho. Abre com a linda "Canção Agalopada", música cheia de referências bíblicas e imagens misteriosas. Destaque para a participação da cantora lírica Maria Lúcia Godoy. Outro grande destaque é a canção título, "A Terceira Lâmina", que une o tom profético com a crítica social. Há ainda o gênero musical criado por Zé Ramalho, o GALOPE, que mistura elementos de baião e frevo. "Galope Rasante" é o representante desta criação do cantador. Temos outras grandes canções como "Atrás do Balcão", a romântica "Kamikaze", "Cavalos do Cão", que trás a temática do cangaço, a belíssima balada "Ave de Prata" e a otimista "Dia dos Adultos". É um disco bom do início ao fim, talvez a obra-prima de Zé Ramalho.


A1 Canção Agalopada
A2 Filhos De Ícaro
A3 A Terceira Lâmina
A4 Um Pequeno Xote
A5 Atrás Do Balcão
B1 Galope Rasante
B2 Kamikaze
B3 Violar
B4 Cavalos Do Cão
B5 Ave De Prata
B6 Dia Dos Adultos

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Os Diagonais [1969]

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Anteriormente chamada de Bossa Trio, Os Diagonais foi a banda com os primeiros registros de Cassiano. Destaque o fato da banda ter servido como apoio no primeiros álbuns de Tim Maia.



A1 Baby, Baby
(Santos Dumont)
A2 Na Baixa Do Sapateiro / Helena Helena
(Antônio Almeida, Ary Barroso, Constantino Silva)
A3 Não Dá Prá Entender
A4 Solução / Cabelos Brancos
(Herivelto Martins, Ivo Santos, Marino Pinto, Raul Sampaio)
A5 Meu Sonho É Você / Sabe Deus (Sabrá Dios)
(Altamiro Carrilho, Alvaro Carrillo, Atila Nunes, Nely B. Pinto)
A6 Meu Cariri
(Dilú Melo, Rosil Cavalcanti)
B1 Clarimunda
(Cassiano)
B2 Praça Onze / Bat Macumba
(Caetano Veloso, Gilberto Gil, Grande Otelo, Herivelto Martins)
B3 O Trem Atrazou / Atire A Primeira Pedra
(Artur Vilarinho, Ataulpho Alves, Estanislau Silva, Mário Lago, Paquito)
B4 Terezinha De Jesus / Cala A Boca, Etelvina
(Antônio Almeida, Wilson Batista)
B5 Siga / Celia
(Augusto Calheiros, Fernando Lobo, Hélio Guimarães, José Rodrigues de Rezende)
B6 General Da Banda / Vai, Que Depois Eu Vou
(Adolfo Macédo, Ayrton Borges, José Alcides, Satyro de Melo, Tancredo Silva, Zé Da Zilda)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Deodato - Night Cruiser [1980]

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A1 - Night Cruiser
(David Bravo, Eumir Deodato)
A2 - East Side Strut
(Eumir Deodato, Sergio Dias, Van Gibbs)
A3 - Skatin'
(David Bravo, Renaud White)
B1 - Uncle Funk
(Eumir Deodato, Jamil Joanes)
B2 - Love Magic
(David Bravo)
B3 - Groovitation
(Eumir Deodato)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Eloy Fritsch - Sailing to the Edge [2017]

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Por Eloy Fritsch em Tratore

Todos os elementos da música de Eloy Fritsch estão presentes neste décimo primeiro álbum de sua carreira: timbres provenientes de sintetizadores, lindas melodias, passagens majestosas e energéticas, ritmos com bateria, percussão e orquestração eletrônica em larga escala.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Cosmonaut Fuzz [2017]

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Não é difícil encontrar bandas com a temática voltada ao sci-fi ou que se inspiraram nela para criar sua música, temos alguns bons exemplos disso ao longo dos anos, e mais recentemente, a Vinnum Sabbathi e a Spaceslug utilizaram bem essa fonte de inspiração, sendo responsáveis por dois dos álbuns mais elogiados do ano até o momento. A Cosmonaut Fuzz, idealizada pelo Adriano Alves, também tem como inspiração a temática sci-fi e com seu álbum de estréia auto intitulado, cria uma jornada pelo cosmos e espaço que chega como uma nova opção para aqueles que apreciam esse tipo de abordagem.

Adriano que carrega o interesse pela temática desde a Netuno Doom, introduz com a Cosmonaut Fuzz uma abordagem exclusivamente instrumental na qual Doom, Stoner e Space são unidos em grande harmonia. O álbum é composto por cinco faixas marcadas pelo andamento arrastado e denso, que em diversos momentos cede espaço para solos de guitarra cósmicos que se destacam no álbum.

“Voyager and Jupiter” e “Mars, The Future and the Past” passam com clareza a proposta da banda e nos situam dentro da atmosfera do álbum. As faixas passam por transições que possuem a característica de criar uma sensação de imersão notória, além de impedir que o ritmo fique exaustivo. “Rings of Saturn” tem um efeito imediato e direto, desde o início fica claro se tratar de uma faixa com atmosfera mais carregada e sombria, guiada por riffs densos e ritmo forte. “Black Holes Collide” mantém a estabilidade e um tom similar ao encontrado nas duas primeiras faixas, conseguindo criar um equilíbrio entre as passagens mais pesadas e a suavidade que fica em evidência principalmente na parte final da faixa. “Cosmos is God” é a faixa mais singular do álbum, dona de uma atmosfera única e melodias tocantes que ecoam dentro de cada canto da mente e te fazem se envolver profundamente com o tom imersivo que possui.

A Cosmonaut Fuzz em seu debut conseguiu criar algo de fácil assimilação, a abordagem da banda é bem definida e não sofre com variáveis que por vezes acabam descaracterizando o álbum em seu percurso. E mesmo na “Cosmos is God” que possui um tom mais diferenciado que as demais faixas, a banda mantém a presença de aspectos que foram marcantes ao longo do álbum. Trilha sonora garantida para sua próxima odisséia, dê o play e boa viagem.


1 - Voyager and Jupiter
2 - Mars, the Future and the Past
3 - Rings of Saturn
4 - Black Holes Collide
5 - Cosmos is God

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Edoras - Lands of Shadows [2015]



Dungeon Synth é um gênero de música caracterizado por seu forte uso de atmosfera e melodia para criar uma realidade sonora geralmente pertencente, em conceito, aos períodos fantásticos ou históricos. O gênero atrai a influência do gênero dark ambient, enquanto abrange estruturas musicais que são encontradas na música medieval e folclórica.

No Brasil o dungeon synth tem Edoras como banda representante, que usa do universo de J. R. R. Tolkien (Senhor dos Anéis, Hobbit) para criar suas composições. Wogharod é o nome da mente criativa desse projeto de banda de um homem só.


1 Angmar
2 Plateau Of Gorgoroth
3 Gates Of Mordor
4 Mordor
5 Shelob's Lair
6 Isengard

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Hyldon ‎- Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda [1975]

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Por Paulo Rezende em 45 rpm

Uma das mais belas criações musicais em terras tupiniquins, é como posso definir esse álbum tão maravilhoso. Hyldon fora uma das maiores referencias nacionais para influenciar o Soul/Funk no país.

“Na rua, Na chuva, Na Fazenda” fora o álbum inaugural do cantor, compositor, produtor e instrumentista baiano. Lançado em 1975 pela gravadora Polydor, é considerado um divisor de águas para música negra, se tornando um clássico brasileiro. Juntamente com Cassiano e Tim Maia, Hyldon se tornou um dos percussores do estilo Soul Music no Brasil.

O disco possui inúmeros sucessos, muito bem gravados e que passou por inúmeras regravações de outros artistas. Faixas como “Na Sombra de Uma Árvore”, “Vamos Passear de Bicicleta” e “Acontecimento” gravados por Marisa Monte, “As Dores do Mundo” e “Sábado e Domingo” gravadas por Jota Quest e a faixa título “Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de Sapê)” por Kid Abelha.

Deixando as histórias e regravações de lado, eu quero chamar atenção para um ponto especifico nesse álbum: Técnica!

Não podemos deixar de mencionar o quão incrível tecnicamente é o álbum “Na rua, Na chuva, Na Fazenda”. Um disco conceitual que além de trazer toda a raiz do Soul/Funk traz elementos do Jazz sutilmente fundidos nas músicas dando uma sofisticação diferente dos discos produzidos na década de 70 aqui no Brasil.

É preciso entender também o tamanho do impacto cultural que Hyldon e seu disco inicial fez para o Brasil. As pessoas nascidas após os anos 90 talvez não conheça, mas esse disco foi muito bem recebido pelo grande público e tocou quase todas as faixas nas rádios sendo muito bem pedidas. Grandes filmes do âmbito nacional usaram das músicas de Hyldon como Carandiru, Durval Discos, O Homem do Ano, Antônia e Cidade de Deus. Usadas em músicas de Rap nacional como MV Bill e Nega Gizza.


A1 Guitarras, Violinos E Instrumentos De Samba
A2 Na Sombra De Uma Árvore
A3 Vamos Passear De Bicicleta?
A4 Acontecimento
A5 Vida Engraçada
A6 As Dores Do Mundo

B1 Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha De Sapê)
B2 Sábado E Domingo
B3 Eleonora
B4 Balanço Do Violão
B5 Quando A Noite Vem
B6 Meu Patuá

sábado, 4 de novembro de 2017

Gerson King Combo - Volume II [1978]

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Por Charles Gavin na contracapa da reedição de 2001

Após o sucesso do primeiro disco, Gerson Combo, o rei do suingue, investe em uma sonoridade mais próxima ao r&b e lança o segundo disco: "Gerson King Combo Vol II", Polydor [1978]. A consciência negra e a liberdade de expressão continuam presentes em sua letas, mas o grande mestre do funk brasileiro procura também o humor e o romance para escrever canções que se tornariam obrigatórias nos toca-discos dos dj's nos anos seguintes.

A1 Pro Que Der e Vier
A2 Hey, Você
A3 Funk Brother Soul
A4 E Moisés Falou
A5 Meu Nome e...
B1 Na Trilha Do Coração
B2 E Melhor Pra Nós Dois
B3 Good Bye
B4 Tenho Um Vulcão Dentro De Mim
B5 Por Isso Vou Te Amando
B6 Aquela Brincadeira

sábado, 28 de outubro de 2017

Carlos Dafé - Pra Que Vou Recordar [1977]

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Por Vitor Ranieri em Soul Art

“Os ensaios, rangos e bauretes na Seroma não paravam de receber convidados. Muitos músicos nem faziam parte da banda, apareciam só pelo prazer de tocar e aprender com bons músicos. Um dos mais freqüentes era um pretinho magrinho de Vigário Geral, todo bonitinho, que tocava piano, baixo e órgão, além de compor e cantar muito bem. Com 20 anos, Carlos Dafé tinha sido fuzileiro naval, isto é, da banda dos Fuzileiros Navais, e depois de dar baixa formou o conjunto Fuzi-9, que o levou aos Estados Unidos e ao Caribe tocando em um navio. Na volta, gravou um compacto na Philips, na onda do soul. O disco não chegou a acontecer, mas, levado pelo divulgador Paulo Murilo, chegou às mãos e aos ouvidos de seu ídolo Tim Maia, que gostou muito do seu som e mandou chamá-lo.

A primeira visão que Dafé teve de Tim foi assustadora. Ele estava hospedado em um hotel no Lido, ponto de putas em Copacabana, e o recebeu completamente nu, felizmente debaixo de um cobertor com Janete. Ofereceu um uísque e disse que ficasse à vontade, estava contratado. No dia seguinte, Dafé já estava torrando bauretes e tocando entre as feras da Seroma — as musicais e as caninas.”

A apresentação acima faz parte do livro Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia, escrito pelo jornalista e produtor bem relacionado, Nelson Motta, e narra o início da carreira do soul man Carlos Dafé, até seu encontro decisivo com Tim. Se não bastasse ter o Síndico como padrinho, vale lembrar que Dafé, apelidado pelo autor do livro como Príncipe do Soul, teve uma breve passagem também pela banda Abolição, liderada por Dom Salvador, antes dos fatos acima citados. É fraco o rapaz?


O disco Pra que vou recordar, de 1977, foi a estreia de Carlos Dafé em um cenário esquentado pelo movimento Black Rio, e chegou a vender quase 250 mil cópias na época. Suas principais canções estão nesse registro, e podemos encontrar referências de algumas delas em músicas de Seu Jorge, Sabotage e Rappin Hood. Assim como Hyldon, Cassiano, Gerson King Combo, e tantos outros, Carlos Dafé não teve nas décadas seguintes o devido reconhecimento por seu talento, seguindo a sina do soul man brasileiro. Constantemente é visto dando uma palinha nos shows do Instituto, além de ter participado de algumas apresentações internacionais ao lado do carioca Arthur Verocai. Entenda o porquê.


A1 De Alegria Raiou O Dia
(Carlos Dafé, Mita)
A2 Tudo Era Lindo
(Carlos Dafé, Jomari)
A3 A Cruz
(Carlos Dafé, Tánia Maria Reis)
A4 Hello Mr. Wonder
(Carlos Dafé, Claudio Stevenson, Luiz Carlos Dos Santos)

B1 Bem Querer
(Carlos Dafé, Lucio Flavio, Tião Da Vila)
B2 Pra Que Vou Recordar O Que Chorei
(Carlos Dafé)
B3 Zé Marmita
(Carlos Dafé, Vandenberg)
B4 Bichos E Crianças
(Carlos Dafé, Marilda Barcelos)
B5 O Metrô
(Carlos Dafé, Lucio Flavio, Oberdan)

domingo, 1 de outubro de 2017

Acidogroove [2016]

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Por Jessica de Paula em Mineira Sem Freio

O álbum conta com 8 faixas que trafegam entre o indie, o grunge e o rock alternativo e gravado nos estúdios da Sapólio Radio, produtora idealizada por Guilherme Diamantino e Frederico Laterza no ano de 2005 e fundada em 2010 aqui em Uberaba. E delícia das delícias: a mídia física escolhida para o álbum é o bom e velho vinil. Só orgulho esse povo me dá ♥ ♥ ♥.